SCRIPTS INTERATIVOS
ESPECIAIS PARA SEREM APLICADOS EM SALA DE AULA.
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Acesse o Site:
www.educacaoemfoco.kit.net/teatrinho
e tenha 3 scripts prontos para serem aplicados em sala de aula.

São eles:
* O ATAQUE DO FURADENTES
Higiene bucal
* OS DESCOBRIMENTOS
História do Brasil
* A FESTA NO CÉU
clássico do folclores brasileiro

"A idéia de fazer teatro em uma sala de aula é muito boa. Por ser uma atividade dinâmica, entusiasma, enriquece e estimula, tanto os alunos como os professores. Cada um fica mais animado do que o outro. Escolhem os papéis, brincam, riem, discutem. Afinal, têm que caprichar.
Por ser uma atividade dinâmica, enriquece e estimula o aprendizado.
O exercício teatral, mesmo que improvisado numa Sala de aula, pode abrir uma cortina nova na metodologia de ensino aplicada no primeiro ciclo do Fundamental, prevista pelos Parâmetros Curriculares Nacionais".

Welington Almeida Pinto


* Parte do script da peça:

A FESTA NO CÉU
Infantil - Adaptação do conto infantil de Welington Almeida Pinto


Atos: 1 ( aproxidamente 35 minutos )
Aplicação: sala de aula.
Participantes: 13 alunos
Personagens: Sapo
Garça
Narrador
Urubu
Outros
Cenário (Sugestões): Painéis que retratam a Natureza, cartazes anunciando Festa no Céu. (Vale a criatividade da classe). A primeira cena abre com um menino fantasiado de Sapo, observando um cartaz e cantando: Coac! Coac! Breq-qué-quep!
Depois, entra em cena a Garça.

Sapo - Dona Garça, por onde passei, vi estes cartazes. E as Aves no maior capricho com as penas. O que deu na passarada para tanto arranjo?
Garça – Justo o que está lendo nos cartazes? Vamos todas para uma Festa no Céu.
Sapo - Então, esse é o motivo dessa passarinhagem toda!
Garça - Não vale sacrifício?

(O Sapo faz cara de ciúmes)

Sapo - Sim, claro
Garça - Engraçadinho, se outro tipo de bicho pudesse ir, levaria Você a tiracolo.
Sapo - Não se acanhe, Dona Garça, caso tenha vontade de ir, darei jeito.

(Garça sai. Sapo fica pensativo, como se bolando planos para ir à Festa no Céu).

Sapo - Quem quer, vai. Deus há de iluminar meu caminho!...

Narrador - Sapo viajar para o céu? Mas como? Voar!... Impossível. Pular!... Isso ele sabe fazer, e bem. Mas, jamais alcançaria o céu com pulinhos de nada!

Sapo – Vou de carona.

Narrador - Com quem? Tem de ser ave grande e forte e que não engole sapos. Gavião, nem pensar. Ah!... Este bichinho tem de meditar muito para encontrar boa condução.

Sapo - O Urubu!... Meu Deus! O bicho voa alto, é forte e não devora Sapo... Pelo menos vivo, penso eu.

(Sapo corre de um lado para outro no palco. Entra o Urubu como quem não quer nada).

Sapo - Boa tarde, Mestre Urubu. Com toda essa elegância, imagino já preparado para a grande Festa no Céu.

(Urubu olha o mal-inclinado de cima a baixo)

Urubu - Hum!... Claro que sim, Anfíbio!

(Sapo cochicha para a platéia: - Pela arrogância do pássaro negro não devo tocar no assunto da carona: – a pressa azanga o negócio. E volta o rosto para o Urubu)

Sapo - Tão belo assim, vestido com tão elegante casaca preta, deve ser mestre tocador de viola! Imagino ser o artista que vai animar a grande Festa no Céu, não é?

(Urubu solta uma gargalhada, com ar de dono do mundo)

Urubu - Não espere convidar Sapo para festa de Aves! Nem pensar!... Nem para fazer segunda voz.
Sapo - Veja lá, um sapinho humilde, voz de taquara rachada, cantar para tão nobres convidadas!... Imagine!... Artistas são as aves! ...
Urubu – Fique sabendo: não tocarei de graça. Cobro cachê, e alto. Das aves sou a única que domina uma viola!

(Urubu faz pausa )

Urubu – Pensando bem, poderia ir ao baile, assim me verá tocar de graça.
Sapo - Uai!... Pode ser? Dizem: quem tem padrinho cristão, não morre pagão. Se entender que devo ir ao baile no Céu, preciso adiantar o vôo: o trecho é longo.

(Urubu faz bocejo de pouco caso)

Urubu - Sapo-Voador! ... Até lá! Tchauzinho, saltite pela sombra!

(Urubu sai do palco correndo, fingindo que está voando)

Sapo - Até mais ver, Seu Urubu! Já sei como pegar minha carona.

(Sapo sai. Entra Urubu com viola na mão. Corre em torno do palco, braços abertos, imitando vôo. Música. Entra outros personagens fantasiados de pássaros, na maior algazarra)

Seriema - Chegou na horinha, Seu Urubu!
Canário - Fez boa viagem?

(O Urubu encosta o instrumento na parede do fundo do palco. Entra o sapo e fica acocorado ao lado da viola, quietinho).

Urubu – Sim, ótima viagem, apesar de sentir a viola mais pesada.

(Sapo, ao ouvir o comentário do Músico, treme as pernas. Os personagens passeiam alegres pelo palco. Urubu pega a viola e imita um cantor. Música com ritmo, de acordo com a classe. Todo mundo começa a dançar. O Sapo entra no meio deles. Rebuliço entre os dançarinos. A música pára de repente)

Pomba-Rola - Oh!... Oh!...
Sabiá - Um sapo divertindo-se numa festa só para aves!
Azulão - Tem cabimento, um bicho feio desse, gosmento, no meio da gente! Dá até asco!
Pintassilgo - Quê bicho! Olhos saltados, aguados! Que papo mais inchado! Que boca imensa!
Gavião - Senhor Sapo, com todo respeito, queremos explicação!
Bem-Te-Vi - Criatura asquerosa!... Pernas tortas, gordo e verde.
Maritaca - Cara-de-pau! Intrometido! Acha que somos uma cambada de bobos?

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